Conexão Síndico 2022 reúne experts para falar sobre inovações no setor

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Pela segunda vez, Presidente Prudente recebeu o Conexão Síndico, uma imersão em conhecimento e inovações do setor condominial. Síndicos, administradores, corretores, prestadores de serviço e interessados passaram na quinta e sexta-feira, 25 e 26 de agosto, na OAB 29ª Subseção, para conferir as principais tendências do mercado atual.


Foram seis palestras em dois dias, ministradas por experts de Presidente Prudente (SP), São Paulo (SP), Uberlândia (MG), Belo Horizonte (MG), Londrina (PR) e Florianópolis (SC), além disso, empresas do setor expuseram seus stands na Casa da Advocacia. Conforme o prudentino e idealizador do evento, Luciano Carrera, o objetivo foi agrupar esses profissionais para conectá-los ao que há de mais moderno na área e em prestação de serviços.

Luciano Carrera, idealizador do Conexão Síndico


Na quinta-feira (25), o concessionário da Voltz Motors, André Cestari, iniciou o ciclo abordando sobre os benefícios do uso de veículos elétricos. Segundo, na região de Presidente Prudente, até o momento, foram vendidas cerca de 200 motos elétricas, dessas, 50 já entregues.  A respeito de sua viabilidade em condomínios, esse veículo elétrico sobre duas rodas é indicado para vigilância patrimonial, já que, além de silencioso; pode rodar até 24 horas sem a necessidade de recarrega.

O prudentino André Cestari, da Voltz Motors, ao lado da moto elétrica


Em seguida, Odirley Rocha, especialista em segurança e futuro condominial, destacou as principais técnicas, serviços, startups e plataformas digitais que compõem a tecnologia 5.0, sendo que algumas já é uma realidade em cidades brasileiras. Maringá, por complexo, é a primeira cidade no mundo a disponibilizar um complexo residencial no Metaverso; e em Santa Catarina está sendo construído um prédio com serviço de mordomo virtual.  “O novo morador exige três pilares dentro do condomínio: qualidade de vida, sustentabilidade e inclusão”, citou.

Odirley Rocha abordou sobre o morador 5.0

Já na sexta-feira (26), engenheiro da Incharger, Eduardo Garcia Pina iniciou a sequência de bate-papos falando sobre o sistema de solução para recarga de carros elétricos ou híbridos plug-in em condomínios. Com a nova tecnologia, síndicos e incorporadoras estão tendo essa preocupação em instalar carregadores nas garagens de seus respectivos condomínios. “O sistema da Incharger é desenvolvimento para que, havendo vários carregadores conectados simultaneamente, não haja sobrecarga de energia”, destacou. Sobre custos, ele salientou que cada morador paga somente o que consumiu.

O engenheiro Eduardo Garcia Pina falou sobre sistema de carregadores de carros elétricos

O ciclo também contou com a presença do educador financeiro Henrique Câmara. Em uma abordagem simples, deu exemplos sobre riscos e principais erros, a exemplo da poupança. Segundo, atualmente, 66 milhões de brasileiros estão inadimplentes, fruto de uma má gestão e aplicações enganosas. “Educação sempre será uma questão comportamental. A partir disso, o indivíduo é capaz de produzir um resultado financeiro positivo a ponto de ser um poupador”, frisou.

Henrique Câmara falou sobre gestão financeira para empresários e investidores

Sérgio Craveiro atua no segmento condominial desde 1989, e atualmente é presidente CONASI (Confederação Nacional dos Síndicos). Essa vasta experiência o permite, com clareza e autonomia, falar sobre as controvérsias da gestão de síndicos na administração de conflitos entre condôminos. No encontro, ele deu exemplos de como os síndicos devem ingressar no segmento, entender as tendências e se atualizar em relação às legislações.

Sérgio Craveiro abordou sobre aspectos controversos da gestão condominial

Por fim, há 20 anos no setor condominial, o especialista Leandro Santos começou a estudar sobre segurança e, com base em estatísticas e crimes disponibilizados pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), conhece o modus operandi dos criminosos e a vulnerabilidades das portarias. Uma das tecnologias atuais é a portaria remota no entanto, Leandro enfatizou que é indispensável a impessoalidade na ação. “A portaria remota é eletrônica, porém é necessário corresponsabilizar o morador em conjunto à tecnologia para ser possível a efetivação da segurança”, finalizou.

Leandro Santos falou como integrar morador à segurança do condomínio

Colaborou: Francinara Nepomuceno