O preço da paz: Por que disse ‘não’ a R$ 100 mil para bets

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Não sou um homem rico. R$ 100 mil reais é muito dinheiro para mim; sei exatamente o valor que essa quantia tem e como ela resolveria muita coisa na minha vida, ajudando a realizar sonhos e projetos para mim e para pessoas que eu amo. Quando a proposta chegou, a tentação lógica existiu para qualquer trabalhador deste país. Mas quer saber a verdade? Não foi difícil recusar.

Recusei porque eu nunca, em hipótese alguma na minha vida, vou aceitar ganhar dinheiro em cima do sofrimento de famílias que têm pessoas viciadas.

O meu conteúdo é construído à base de notícia, entretenimento e, acima de tudo, da credibilidade de um trabalho duro e honesto que presto à nossa comunidade há décadas. No fundo, o que vale mais: um saldo bancário gordo ou a tranquilidade de deitar a cabeça no travesseiro com orgulho, satisfação e paz? Prefiro dormir em paz.

Para piorar o cenário, eles ainda me mandaram um vídeo nitidamente fake, grosseiro, numa tentativa de abordagem que só reforçou o tipo de gente e de negócio que tenta ditar as regras nesse mercado.

Mesmo diante do alto valor oferecido, optei conscientemente por não fechar a parceria, priorizando os meus princípios, a minha ética e o tipo de imagem e mensagem que desejo levar diariamente para a casa de cada leitor. O jornalismo que faço tem compromisso com a verdade e com a vida real, não com a ilusão que destrói lares. A minha consciência não tem preço.